sexta-feira, 25 de junho de 2010
Arraial S. João no Centro Académico de Braga - Projecto SUL
Foi grande a festa. Estamos nisto juntos. Muito em breve ganhamos asas e atravessamos parte do continente africano até chegar ao nosso destino S. João dos Angolares, S. Tomé e Príncipe. Venham connosco. Contribuam para este projecto. Projecto SUL 2010.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
As irmãs Teresianas em S. Tomé e Príncipe
São Tomé e Príncipe é um arquipélago localizado a 200 Km da costa do Gabão, no Golfo da Guiné. O País é formado por duas ilhas principais – São Tomé, a maior, com cerca de 834 Km onde e encontra a capital do país com o mesmo nome, e a ilha do Príncipe com 128 Km com um total de 170 mil habitantes.
O país, independente politicamente desde 1975 continua economicamente dependente, pois vive de importações e com uma economia fortemente debilitada pela diminuição da produção e comércio do cacau e café, os seus produtos de exportação. A esta situação de per si difícil, soma-se hoje o aumento do petróleo no mercado internacional com as suas consequências nefastas no aumento do custo de vida nesta ilha que necessita importar a maioria absoluta dos produtos de primeira necessidade: produtos alimentícios, têxteis, calçados, medicamentos, materiais de construção, combustíveis, etc.
As ilhas de São Tomé e Príncipe perdidas neste imenso mar azul são de uma beleza natural própria do seu Criador que colocou nelas uma exuberante vegetação regada por numerosos rios. A Companhia à convite do Sr. Bispo D. Abílio Ribas, chegou em 1989 e estabeleceu-se na ilha de São Tomé, em Angolares, Distrito de Caué, zona sul. Apenas conhecer a situação real da extensa zona as Irmãs compreenderam que só através da
Educação Integral, e de maneira muito especial da mulher, se poderia conseguir outras vias de desenvolvimento sócio-económico. Também viram que, o facto de o único Centro de Ensino Secundário Básico da zona estar sediado em Angolares deixava a maioria absoluta das meninas das famílias sem recursos residentes nas Roças mais afastadas e de difícil acesso, apenas com a 4ª classe de primária sem a possibilidade de continuar.
Foi assim que as Irmãs começaram a sonhar com um Centro Social de acolhimento que funcionaria em regime de internato durante o tempo lectivo para além de outras actividades. Com ajuda da Providência que foi suscitando benfeitores: C.E.I, Misereor, S.Pedro Claver, a Companhia e pessoas de boa vontade, a construção começou em 1992 e depois de muitos contratempos, o Centro Social: “Centro Teresiano de Educação e Promoção da Mulher” – Zona Sul, em outubro de 1996 abriu as suas portas ao primeiro grupo: 10 meninas provenientes das Roças de Porto Alegre, Emolve, Ribeira Peixe e Dona Augusta. E como diz a Santa Madre “todos os princípios são penosos” verdadeiramente os nossos princípios foram muito penosos, dificuldades de toda ordem: de saúde, económicas, comunicação, etc, etc.
O CENTRO SOCIAL DE ANGOLARES oferece às meninas um ciclo de Formação – Educação – Promoção por um período de quatro anos lectivos com três aspectos:
Perante o aumento de número de meninas do Centro de Angolares a 23 terminar 8ª classe, a impossibilidade de continuar a envia-las a Angola e o pedido insistente dos familiares e as próprias meninas preparou-se um novo Centro Social e desta vez na capital, cidade de São Tomé, sede do único Liceu Nacional do País.
Assim o: CENTRO SOCIAL DE SÃO TOMÉ acolhe as meninas que terminando o Ensino Básico em
Angolares querem continuar os estudos Liceais, oferecendo-lhes a oportunidade de: um Ciclo de
Formação – Educação – Promoção por um período de três anos lectivos com o seguinte currículo:
São Tomé e Príncipe, terra abençoada como os próprios a chamam, é uma terra onde a riqueza de uns poucos começa a contrastar com o aumento da pobreza em muitos pela corrupção que vai em aumento.
Ser jovem em São Tomé neste momento significa não ter esperança de se integrar socialmente; significa não ter nenhuma perspectiva de vida em relação ao futuro, sobretudo o jovem da Roça. Isto pode traduzir-se em insatisfação e pouco apreço pela vida, o que constitui um desafio.
O país, independente politicamente desde 1975 continua economicamente dependente, pois vive de importações e com uma economia fortemente debilitada pela diminuição da produção e comércio do cacau e café, os seus produtos de exportação. A esta situação de per si difícil, soma-se hoje o aumento do petróleo no mercado internacional com as suas consequências nefastas no aumento do custo de vida nesta ilha que necessita importar a maioria absoluta dos produtos de primeira necessidade: produtos alimentícios, têxteis, calçados, medicamentos, materiais de construção, combustíveis, etc.
As ilhas de São Tomé e Príncipe perdidas neste imenso mar azul são de uma beleza natural própria do seu Criador que colocou nelas uma exuberante vegetação regada por numerosos rios. A Companhia à convite do Sr. Bispo D. Abílio Ribas, chegou em 1989 e estabeleceu-se na ilha de São Tomé, em Angolares, Distrito de Caué, zona sul. Apenas conhecer a situação real da extensa zona as Irmãs compreenderam que só através da
Educação Integral, e de maneira muito especial da mulher, se poderia conseguir outras vias de desenvolvimento sócio-económico. Também viram que, o facto de o único Centro de Ensino Secundário Básico da zona estar sediado em Angolares deixava a maioria absoluta das meninas das famílias sem recursos residentes nas Roças mais afastadas e de difícil acesso, apenas com a 4ª classe de primária sem a possibilidade de continuar.
Foi assim que as Irmãs começaram a sonhar com um Centro Social de acolhimento que funcionaria em regime de internato durante o tempo lectivo para além de outras actividades. Com ajuda da Providência que foi suscitando benfeitores: C.E.I, Misereor, S.Pedro Claver, a Companhia e pessoas de boa vontade, a construção começou em 1992 e depois de muitos contratempos, o Centro Social: “Centro Teresiano de Educação e Promoção da Mulher” – Zona Sul, em outubro de 1996 abriu as suas portas ao primeiro grupo: 10 meninas provenientes das Roças de Porto Alegre, Emolve, Ribeira Peixe e Dona Augusta. E como diz a Santa Madre “todos os princípios são penosos” verdadeiramente os nossos princípios foram muito penosos, dificuldades de toda ordem: de saúde, económicas, comunicação, etc, etc.
O CENTRO SOCIAL DE ANGOLARES oferece às meninas um ciclo de Formação – Educação – Promoção por um período de quatro anos lectivos com três aspectos:
- Ensino Secundário Básico no único Centro de Ensino Oficial da Zona Sul;
- Áreas Complementares de Formação Humana, Moral e Cristã a receberem no Centro;
- Formação Profissional Inicial:
- Corte e costura,
- Malhas e bordados,
- Noções básicas de Administração doméstica,
- Noções básicas de avicultura,
- Noções básicas de serviços primários de higiene e saúde.
Perante o aumento de número de meninas do Centro de Angolares a 23 terminar 8ª classe, a impossibilidade de continuar a envia-las a Angola e o pedido insistente dos familiares e as próprias meninas preparou-se um novo Centro Social e desta vez na capital, cidade de São Tomé, sede do único Liceu Nacional do País.
Assim o: CENTRO SOCIAL DE SÃO TOMÉ acolhe as meninas que terminando o Ensino Básico em
Angolares querem continuar os estudos Liceais, oferecendo-lhes a oportunidade de: um Ciclo de
Formação – Educação – Promoção por um período de três anos lectivos com o seguinte currículo:
- Ensino Médio ou pré-universitário no Liceu Nacional.
- Formação Humana, Moral e Cristã no Centro e na Paróquia.
- Preparação Profissional em Instituições oficias ou privadas nos domínios de:
- Informática
- Contabilidade
- Corte e Costura
- Croché e Bordados
- Culinária e Pastelaria.
- Uma frequenta um Curso de Corte e Costura Profissional.
- Duas, o Curso de Informática.
- Uma, o Curso de Contabilidade.
- Duas, o Curso de Inglês e
- Uma, o Curso de Francês.
São Tomé e Príncipe, terra abençoada como os próprios a chamam, é uma terra onde a riqueza de uns poucos começa a contrastar com o aumento da pobreza em muitos pela corrupção que vai em aumento.
Ser jovem em São Tomé neste momento significa não ter esperança de se integrar socialmente; significa não ter nenhuma perspectiva de vida em relação ao futuro, sobretudo o jovem da Roça. Isto pode traduzir-se em insatisfação e pouco apreço pela vida, o que constitui um desafio.
Comunidades de Angolares e São Tomé.
sábado, 29 de maio de 2010
Concerto de angariação de fundos dos Bella Damião @ Insólito Bar
Ontem, 27 de Maio de 2010 foi o dia do tão ansiado concerto dos Bella Damião no Insólito Bar.
Gostaríamos de aproveitar este espaço para endereçar os nossos agradecimentos aos Bella Damião pela disponibilidade manifestada para nos ajudar e pelo magnífico trabalho, a toda a equipa de som, ao Insólito Bar pela doação da receita e a todos os que estiveram connosco e contribuíram para este projecto.
A todos, muito obrigado.
De finais de Julho a inícios Setembro de 2010 estaremos em S. João de Angolares, cidade localizada na ilha de S. Tomé, arquipélago de S. Tomé e Príncipe, e aí seremos nós a contribuir com o nosso conhecimento e o nosso trabalho.
Consigo vamos concretizar este projecto.
Gostaríamos de aproveitar este espaço para endereçar os nossos agradecimentos aos Bella Damião pela disponibilidade manifestada para nos ajudar e pelo magnífico trabalho, a toda a equipa de som, ao Insólito Bar pela doação da receita e a todos os que estiveram connosco e contribuíram para este projecto.
A todos, muito obrigado.
De finais de Julho a inícios Setembro de 2010 estaremos em S. João de Angolares, cidade localizada na ilha de S. Tomé, arquipélago de S. Tomé e Príncipe, e aí seremos nós a contribuir com o nosso conhecimento e o nosso trabalho.
Consigo vamos concretizar este projecto.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
S. João dos Angolares e o contexto sócio-económico-sanitário;
São João dos Angolares é uma pequena cidade localizada na ilha de S. Tomé.
Está localizada junto a um par de pequenos rios e a principais actividades são a pesca e as culturas de cacau e café.
Pensa-se que o nome desta cidade deriva da lenda do naufrágio de um navio que terá embatido no rochedo Sete Pedras no século XVI. Este navio transportava escravos angolanos colonizariam a área e cujos descendentes vivem na cidade hoje. Porém, outros proclamam que os Angolanos são na realidade descendentes de uma população pré-europeia na ilha. A população da cidade fala Angolar, um idioma crioulo único.
Enquadramento sócio-económico-sanitário:
Em S. Tomé e Príncipe, 40% da população não tem acesso a água potável e 80% não acede ao saneamento básico. Trata-se de uma população com elevadas taxas de analfabetismo e graves problemas de pobreza – em 2001, 38,7% da população vivia no limiar da pobreza e 15,1% na pobreza extrema (OMS:2006: pg.8). Deste cenário resulta a incidência de diversas patologias. S. Tomé e Príncipe é mesmo um dos países do Mundo mais afectados pela malária, estando esta na base de muitos dos casos de absentismo e baixa produtividade.
Fontes:
Está localizada junto a um par de pequenos rios e a principais actividades são a pesca e as culturas de cacau e café.
Pensa-se que o nome desta cidade deriva da lenda do naufrágio de um navio que terá embatido no rochedo Sete Pedras no século XVI. Este navio transportava escravos angolanos colonizariam a área e cujos descendentes vivem na cidade hoje. Porém, outros proclamam que os Angolanos são na realidade descendentes de uma população pré-europeia na ilha. A população da cidade fala Angolar, um idioma crioulo único.
Enquadramento sócio-económico-sanitário:
Em S. Tomé e Príncipe, 40% da população não tem acesso a água potável e 80% não acede ao saneamento básico. Trata-se de uma população com elevadas taxas de analfabetismo e graves problemas de pobreza – em 2001, 38,7% da população vivia no limiar da pobreza e 15,1% na pobreza extrema (OMS:2006: pg.8). Deste cenário resulta a incidência de diversas patologias. S. Tomé e Príncipe é mesmo um dos países do Mundo mais afectados pela malária, estando esta na base de muitos dos casos de absentismo e baixa produtividade.
As carências sentidas no sector da saúde vêm agravar este cenário. O sector tem uma generalizada e continuada falta de meios que se reflecte nas fracas condições de trabalho e na desmotivação do pouco pessoal qualificado. Como consequência, o sector de saúde pública tem tido dificuldade em manter os seus técnicos qualificados e ressente-se, ainda, da insuficiente formação dos agentes sanitários. Esta limitação impede, para além de uma melhor qualidade dos cuidados de saúde prestados, a sensibilização, junto da população, para noções básicas de saúde, bem como sobre alternativas viáveis para melhorar as suas condições de vida, mesmo em contexto de pobreza.
A situação da saúde em S. Tomé e Príncipe permanece, desta forma, como um dos maiores obstáculos ao seu desenvolvimento, perpetuando-se um alarmante panorama de morbilidade e mortalidade.
O Distrito de Caué é considerado o segundo distrito mais pobre do país com 65% da população a viver abaixo do limiar da pobreza (OMS:2006: pg.9). Tradicionalmente um distrito isolado, Caué tem assistido nos últimos anos a um crescimento no investimento em diferentes actividades do distrito. Também na área da saúde tem sido notório o aumento do investimento, não só traduzido em recursos humanos e materiais como na organização das infra-estruturas de saúde, por parte do sistema nacional de saúde.
Fontes:
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Concerto de angariação de fundos do projecto Sul 28 Maio 22 horas @ Insólito Bar
O projecto Sul apresenta Bella Damião na próxima Sexta Feira dia 28 de Maio às 22 horas no Insólito Bar.
Não percas esta oportunidade para te divertires e contribuíres com 3€ para a nossa missão.
Vais ouvir, muito seguramente, música com qualidade.
Reminder: Próxima sexta-feira à noite no Insólito.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Projecto Sul 2009 --->> Projecto Sul 2010
Projecto Sul: extracto de um vídeo de miúdos brincando alegremente nas areias de S. Tomé em 2009. O projecto de 2010 está a "ganhar cor".
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Peregrinação Centros Univertários 2010 "Campo Maior - Vila Viçosa"
O projecto Sul segue determinado.
Desta feita marcamos presença na Peregrinação dos Centros Universitários cuja organização coube este ano ao Centro Universitário Padre António Vieira, de Lisboa.
Tivemos a oportunidade de vivenciar tanto a entrega e a partilha como a interiorização num percurso pedonal entre Campo-Maior e Vila-Viçosa, sempre na companhia da idílica paisagem alentejana em pleno esplendor primaveril.
Acreditamos que Deus esteve connosco.
Tudo aquilo que tivemos experimentamos é por certo determinante para o sucesso da nossa missão em África. Tendo isto como um facto é muita a gratidão que devemos a todas as pessoas que tornaram este projecto possível, desde a organização a todos os que participaram.
Fica a foto de grupo para a memória.
Subscrever:
Mensagens (Atom)